Um mês após temporal, 195 famílias ainda aguardam entrega de telhas em Pelotas | Zona Sul
02/11/2026 20:20 · Porto Alegre/RS
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Prefeitura já distribuiu 20 mil telhas a mais de 2,8 mil famílias atingidas por eventos climáticos; levantamento também identificou 171 casas interditadas ou destruídas
Um mês após a tempestade severa de 21 de setembro, 195 famílias ainda aguardam a entrega de telhas em Pelotas. A prefeitura prevê concluir a distribuição dos materiais até o final desta semana.
Ao todo, faltam ser entregues 1.468 telhas de seis milímetros para moradores atingidos pelos eventos climáticos registrados nos últimos meses.
Desde o ciclone de 6 de agosto, o município enfrentou quatro eventos climáticos extremos em um intervalo de 45 dias. Nesse período, a Secretaria de Proteção e Defesa Civil distribuiu 20 mil telhas a pouco mais de 2,8 mil famílias que tiveram as moradias danificadas.
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Na terça-feira (20), as equipes realizaram entregas nos bairros Fragata e Areal. O cronograma prevê a continuidade dos trabalhos nas regiões das Três Vendas, Centro, Laranjal e São Gonçalo.
A Defesa Civil também precisa concluir cerca de 30 vistorias para dar andamento à distribuição dos materiais.
— Estamos na finaleira — afirma o secretário de Proteção e Defesa Civil, Milton Martins.
Temporal deixou 171 casas interditadas ou destruídas
Além da distribuição de telhas, a prefeitura segue avaliando os danos provocados pela tempestade de 21 de setembro.
Segundo a Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (SHRF), 171 casas foram identificadas como interditadas ou destruídas em decorrência do evento climático.
As vistorias começaram no dia seguinte ao temporal e ainda não foram concluídas. As equipes realizam levantamentos técnicos, registros fotográficos e georreferenciamento dos imóveis atingidos.
De acordo com o secretário Cassius Baumgarten, a prefeitura articula com instituições do município a criação de um programa de Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS).
A proposta é oferecer orientação e apoio técnico às famílias para a reconstrução ou recuperação das moradias, especialmente nos casos em que os danos não provocaram a interdição ou destruição dos imóveis.
— Ainda estamos concluindo a elaboração dos laudos técnicos, não podemos perder o momento adequado para realizar as vistorias in loco, registrar fotograficamente os danos e fazer o georreferenciamento — afirma Baumgarten.
Quase 600 árvores ainda precisam de intervenções
A Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA) estima que 1,4 mil árvores tenham sido atingidas pela tempestade, considerando as zonas urbana e rural de Pelotas.
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Até o momento, mais de 800 ocorrências foram atendidas. Restam pouco menos de 600 árvores tombadas, com galhos quebrados ou que necessitam de outras intervenções.
As demandas estão concentradas principalmente na zona rural, no bairro Fragata, nas praias do Laranjal e em praças públicas da região central.
Para acelerar os trabalhos, o secretário Márcio Souza solicitou a contratação de uma equipe terceirizada por 90 dias, com base no decreto de emergência.
O pedido está sob análise da Procuradoria-Geral do Município (PGM).
Além das ações da Defesa Civil, da Habitação e da Qualidade Ambiental, a Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura (Ssui) segue mobilizada em trabalhos de limpeza nas áreas atingidas.
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Publicado originalmente por GZH · Porto Alegre. Ler na fonte original ↗