Restos do cometa Halley cruzam o céu nesta quarta-feira; saiba como acompanhar | GZH
03/11/2026 03:20 · Porto Alegre/RS
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Fenômeno é causado por fragmentos do corpo celeste e pode render até 20 meteoros por hora
A chuva de meteoros Orionídeas atinge o auge nesta quarta-feira (21). O evento pode ser visto de todo o Brasil e dispensa telescópio. Também serão avistados fragmentos deixados pelo cometa Halley em suas passagens anteriores pelo Sistema Solar, que aparecem como riscos de luz no céu brasileiro.
O fenômeno acontece no pico das Orionídeas, que ocorre na noite desta quarta, mas teve início na madrugada. Em condições ideais, podem ser produzidos 20 meteoros por hora ou mais, de acordo com a Organização Internacional de Meteoros (IMO).
A chuva é visível a olho nu em qualquer região do país. Os meteoros atingem a atmosfera a cerca de 66 km/s e alguns deixam um rastro brilhante por alguns instantes.
Como observar
No Norte e no Nordeste, as condições são um pouco melhores: o ponto do céu de onde os meteoros parecem partir fica mais alto e o período sem luz da Lua costuma ser mais longo.
Para visualizar o fenômeno, procure a constelação de Órion, onde estão as Três Marias. Depois da meia-noite, ela aparece entre o Leste e o Nordeste e vai subindo ao longo da madrugada. É preciso que o tempo esteja limpo.
O ideal é escolher um local escuro, apagando as luzes em volta e preferencialmente longe das grandes cidades, com ampla visão do horizonte. Telescópio e binóculo são desnecessários e podem até prejudicar a observação, já que focam em um pequeno pedaço do céu.
O melhor horário para observar depende da cidade. Como a Lua estará bem iluminada, a claridade pode esconder os meteoros mais fracos. A recomendação é observar o céu depois que a Lua se puser, depois da meia-noite e antes do amanhecer.
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Qual a relação com o Halley?
As Orionídeas ocorrem quando a Terra atravessa uma região repleta de poeira e pequenos fragmentos deixados pelo Halley. Ao entrarem na atmosfera em alta velocidade, esses pedaços produzem os riscos luminosos.
Isso não quer dizer que o cometa em si estará visível. A última passagem do Halley perto da Terra foi em 1986 e ele só volta em 2061. Os resíduos do cometa originam duas chuvas de meteoros por ano: as Orionídeas em outubro e as Eta Aquáridas em maio.
O Halley leva cerca de 76 anos para dar uma volta completa ao redor do Sol e, a cada passagem, deixa uma trilha de partículas espalhada pelo espaço. É essa trilha que a Terra cruza em certas épocas do ano.
Os fragmentos são minúsculos, muitos do tamanho de grãos de areia ou de pequenas pedras. Ainda assim, a velocidade com que atingem a atmosfera é tão grande que gera o brilho visto daqui. A chuva segue ativa até o início de novembro, mas o número de meteoros tende a diminuir depois do pico desta semana.
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Chuvas de meteoros
Veja as principais datas de pico dos próximos evento.
Taurídeas do Sul: 4 a 5 de novembro
Taurídeas do Norte: 11 a 12 de novembro
Leonídeas: 16 a 17 de novembro
Geminídeas: 13 a 14 de dezembro
Ursídeas: 21 a 22 de dezembro
Outros fenômenos previstos para 2026
Superluas e luas cheias
26 de outubro: Lua do Caçador
24 de novembro: Lua do Castor
23 de dezembro: Lua Fria
O ano termina com outro espetáculo visual. Em 4 de dezembro, a Lua crescente se aproxima de Vênus, enquanto Júpiter e Marte formam outra dupla brilhante no céu noturno.
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