Principais reações internacionais às eleições de meio de mandato nos EUA | GZH
04/11/2026 14:24 · Porto Alegre/RS
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Os democratas americanos impuseram a Donald Trump e ao Partido Republicano uma derrota histórica ao recuperar o controle da Câmara dos Representantes e do Senado nas eleições legislativas de meio de mandato.
Estas são as principais reações internacionais.
- AMÉRICA LATINA -
"Gostaria de destacar a vitória de duas pessoas de origem mexicana, que são o governador eleito da Califórnia e a governadora eleita do Texas", declarou a presidente mexicana de esquerda, Claudia Sheinbaum, em referência aos democratas Xavier Becerra e Gina Hinojosa.
"Independentemente do resultado da eleição, buscamos sempre a melhor relação com os Estados Unidos, garantindo o respeito à nossa soberania, à integridade territorial e à colaboração sem subordinação", acrescentou a presidente mexicana durante sua coletiva de imprensa diária.
- EUROPA -
"O presidente Trump aceitou os resultados, e acredito que o mundo tem agora a oportunidade de se unir em torno da questão que está afetando a todos nós, que é o custo de vida", considerou o primeiro-ministro trabalhista britânico, Andy Burnham.
Isso será "impossível (...) enquanto não forem resolvidos os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, desencadeado pela Rússia", acrescentou.
A ampla vitória dos democratas é "uma notícia muito boa para a democracia americana", declarou o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot.
"É uma nova demonstração de que, em uma democracia, é o povo quem escreve sua própria história e de que ninguém, nem os algoritmos nem os interesses privados, pode fazer isso em seu lugar", ressaltou.
O ministro alemão das Relações Exteriores, Johann Wadephul, celebrou a "mudança" e expressou a esperança de que sejam lançadas novas iniciativas para resolver os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, disse esperar que o próximo Congresso americano "exerça mais pressão sobre a Rússia" em relação à Ucrânia.
"Como sabem, a Europa e os Estados Unidos são muito mais fortes juntos", ressaltou durante uma coletiva de imprensa.
A "onda extrema" está "desmoronando", considerou, por sua vez, o presidente do governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez.
"Ontem, a sociedade americana votou contra as políticas que só empobrecem. Contra o ódio. Contra o machismo. Contra o negacionismo climático e contra os privilégios das elites", escreveu no X, em plena campanha para as eleições legislativas antecipadas de 29 de novembro.
O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, declarou que aqueles que esperam uma mudança na política dos Estados Unidos "estão muito enganados".
"Aqueles que ainda alimentam a menor esperança de ver o comportamento do sistema hegemônico mudar graças a mudanças partidárias (...) estão gravemente enganados", declarou em um comunicado.
"Seja por consciência ou pelo custo de vida, os americanos disseram NÃO À GUERRA, e nós apoiamos essa mensagem", escreveu, por sua vez, no X o principal negociador iraniano nas conversas com os Estados Unidos, Mohamad Bagher Ghalibaf.
- RÚSSIA -
O Kremlin disse esperar que Donald Trump prossiga com seus esforços de mediação para resolver o conflito na Ucrânia.
"O presidente Trump continua no cargo e esperamos sinceramente que também dê continuidade a seus esforços em favor da paz", declarou Dmitry Peskov, porta-voz da Presidência russa, citado por um veículo de comunicação favorável ao Kremlin.
- CHINA -
"As eleições legislativas de meio de mandato são um assunto interno dos Estados Unidos", declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning.
"A China está disposta a continuar trabalhando com os Estados Unidos para preservar e implementar o importante consenso alcançado pelos dois chefes de Estado, reforçar a comunicação e administrar adequadamente as divergências", afirmou em uma coletiva de imprensa.
- ÁFRICA -
O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, disse esperar uma "nova era nas relações internacionais" após a vitória democrata.
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