"Primeiro passo é organizar o tempo": professora dá dicas de preparação para o Enem e vestibulares | Zona Sul
21/10/2026 04:00 · Porto Alegre/RS
Jornal ainda sem índice
A ausência de índice não significa que a notícia seja falsa ou verdadeira.
Verificação automática será iniciada ao abrir esta reportagem.

Adriana Rosinha, supervisora pedagógica do Colégio Gonzaga, de Pelotas, orienta estudantes a priorizar revisões, resolver provas anteriores e manter uma rotina saudável
Com a proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e dos vestibulares de 2026, estudantes da região sul do estado entram na reta final de preparação.
Para a professora e supervisora pedagógica do Colégio Gonzaga, de Pelotas, Adriana Rosinha, organizar os estudos, revisar conteúdos e cuidar da saúde física e mental ajuda a aproveitar o tempo sem aumentar a ansiedade.
Adriana destaca que tentar aprender todo o conteúdo pendente às vésperas dos exames não é uma estratégia produtiva. Em vez disso, a recomendação é manter expectativas realistas e fazer o que for possível sem esgotar a saúde física e mental.
— Vamos ter expectativas realistas. Eu sempre penso que não é produtivo tentar aprender tudo de uma vez. Não vai dar certo. Eu diria que o ideal é retomar os conteúdos fundamentais — explica a professora.
Leia Mais
UCPel prorroga inscrições para vestibular de Medicina: saiba a nova data e como se inscrever
Furg abre mais de 2,4 mil vagas para cursos de graduação em 2027
O que posso fazer na reta final?
Há poucas semanas, a principal dica da professora é resolver provas de edições anteriores dos exames desejados. Segundo ela, a prática ajuda a conhecer a estrutura das avaliações, a linguagem das questões e o estilo de cobrança de cada instituição.
Também é importante focar nas maiores dificuldades e analisar os erros cometidos nos exercícios, compreendendo o motivo do deslize para retomar os conteúdos necessários.
— Tem gente que tem mais dificuldade na área de análise matemática, outros na área da linguagem. Então, o primeiro passo é organizar o tempo, estabelecer objetivos e reconhecer as necessidades — explica Adriana.
Qual universidade quero entrar?
Antes de montar o cronograma, o vestibulando precisa definir quais exames vai prestar, os cursos pretendidos e as regras de ingresso de cada instituição. Ler os editais permite direcionar a rotina para as exigências específicas de cada seleção.
Sem esse direcionamento, o estudante corre o risco de tentar abraçar muitas provas ao mesmo tempo, acumulando materiais sem planejamento ou tempo hábil para revisão.
— Ele precisa ter estratégias para, antes de começar a estudar, aprender a organizar o tempo. Estabelecer objetivos e reconhecer as próprias necessidades. Identificar os cursos de interesse, compreender as exigências dos processos seletivos, isso é um pré-requisito, porque senão ele fica jogando para tudo que é lado — alerta a professora.
"É esforço, não esgotamento"
A proximidade das provas costuma aumentar a ansiedade e levar a mudanças drásticas na rotina para estudar mais. Segundo a especialista, o momento exige o oposto: preservar hábitos que favoreçam o bem-estar e a concentração.
— Tem que ter uma uma rotina. O aluno pira no final. Tem que manter a rotina de sono, de descanso. É esforço, não é esgotamento — afirma.
Confira as datas das principais provas:
Vestibular de Medicina da Universidade Católica de Pelotas (UCPel): 1º de novembro
Enem: 8 e 15 de novembro
Vestibular da Universidade Federal do Rio Grande (Furg): 22 de novembro
Vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): 28 e 29 de novembro
Programa de Avaliação da Vida Escolar (Pave) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel): 5 e 6 de dezembro
Papel da escola versus aluno
Durante todo o Ensino Médio, a professora explica que é importante definir o que é papel da escola e o que é papel do estudante durante a preparação para o Enem e vestibulares.
Segundo ela, a escola atua na organização do aprendizado, na consolidação dos conhecimentos e no diagnóstico das dificuldades do estudante. O trabalho abrange tanto o ensino dos conteúdos quanto o desenvolvimento das competências cobradas no acesso ao Ensino Superior.
— A escola tem o papel no acompanhamento do aluno, na identificação das dificuldades e na própria orientação dos estudantes. Não é mais sobre transmitir conteúdos apenas. Mas é acompanhar o desenvolvimento das competências e oferecer devolutivas. Esse é o grande diferencial da escola — pontua Adriana.
No Colégio Gonzaga, a preparação foca no Enem e no Pave. As estratégias incluem a revisão dos temas mais recorrentes e a aplicação frequente de simulados.
Ilana Casoy e Daniela Arbex são confirmadas como atrações da 52ª Feira do Livro de Pelotas
Autora de "A bolsa amarela", escritora pelotense será homenageada no Prêmio Jabuti aos 94 anos
— Claro que no universo de revisão, por exemplo, existem estratégias. O que que a escola vai fazer? Vai fazer uma escolha de material adequada, que trabalhe com a base de conteúdos que são exigidos, entre outras coisas — afirma.
Protagonismo do estudante
Apesar do suporte escolar, o estudante deve adotar uma postura ativa. Resolver exercícios, participar de simulados e praticar com questões de exames passados são passos fundamentais para fixar a matéria.
— Ele tem que fazer os exercícios propostos, tem que fazer os simulados, precisa resolver as questões e a mão na massa — reforça Adriana.
Cabe ao aluno reconhecer os pontos fracos, buscar caminhos para superá-los e organizar a agenda com metas compatíveis com seus objetivos.
Fique informado sobre o que acontece na região sul do Estado! Siga @gzhzonasul no Instagram e no Facebook, e inscreva-se no canal do WhatsApp para receber notícias em seu celular: gzh.rs/canalgzhzs.
Publicado originalmente por GZH · Porto Alegre. Ler na fonte original ↗