Petróleo fecha praticamente estável, apesar das exportações do Oriente Médio | GZH
21/10/2026 17:50 · Porto Alegre/RS
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Os preços do petróleo fecharam praticamente estáveis nesta quarta-feira (21), já que o bom desempenho das exportações de hidrocarbonetos do Oriente Médio contrastou com os novos ataques na região.
O preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em dezembro, recuou apenas 0,03%, para 108,79 dólares.
Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega no mesmo mês e que passou a ser o contrato de referência nesta quarta-feira, caiu 0,69%, para 97,15 dólares.
Segundo dados da plataforma Kpler, as exportações do Oriente Médio, incluindo as rotas alternativas que contornam o Estreito de Ormuz, superaram 24 milhões de barris diários na semana encerrada em 18 de outubro, ante 23,3 milhões de barris por dia antes da guerra.
"As exportações de petróleo bruto permanecem em níveis próximos da normalidade graças ao bloqueio americano e ao sistema de transbordo, mas o volume que sai da região está agora abaixo do pico registrado no fim de setembro", observaram analistas do Deutsche Bank.
"Nesta semana, dois petroleiros já ficaram fora de operação após atingirem minas no Estreito de Ormuz, e é evidente que os navios que tentam atravessar o estreito correm um perigo considerável", acrescentou David Morrison, analista da corretora Trade Nation.
Nesta quarta-feira, explosões foram ouvidas na província iraniana de Hormozgan, no sudeste do país, às margens do Estreito de Ormuz, informou um veículo de comunicação estatal.
A situação também continua muito tensa na Arábia Saudita, alvo há várias semanas de ataques quase diários dos rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã.
Duas pessoas morreram e outras duas ficaram feridas nesta quarta-feira devido à queda de destroços após a interceptação de um drone que tinha como alvo uma instalação do campo petrolífero saudita de Shaybah.
Devido aos riscos na região, "tarifas de frete e prêmios de seguro excepcionalmente elevados tornam o transporte de petróleo caro", explicou Arne Lohmann Rasmussen, analista da Global Risk Management.
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