O Rio Grande do Sul acima das diferenças | GZH
04/11/2026 20:28 · Porto Alegre/RS
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Embora a eleição de Flávio Bolsonaro representasse um cenário de maior alinhamento político, a decisão nacional das urnas precisa ser respeitada
Por Leandro Sonne, futuro secretário-chefe da Casa Civil do RS
Quase seis em cada 10 gaúchos escolheram, nas urnas, um projeto de mudança para o Rio Grande do Sul. Uma mudança segura, responsável, capaz de preservar aquilo que funciona e melhorar o que precisa avançar.
Entre as prioridades de Luciano Zucco (PL) estava a formação de um governo mais enxuto, eficiente e qualificado, com pessoas de reconhecida capacidade técnica, experiência e resultados. Os primeiros anúncios do secretariado demonstram que esse compromisso está sendo cumprido.
Em um Estado que enfrenta graves dificuldades financeiras, reduzir estruturas e despesas não é apenas uma escolha administrativa, mas uma necessidade. A integração de secretarias, como Agricultura e Desenvolvimento Rural, não significa abandonar políticas públicas. Pelo contrário, busca fortalecer sua execução, eliminar sobreposições e garantir melhores resultados. O compromisso de Zucco com a agricultura familiar permanece inalterado.
Agora, o desafio é construir uma relação com o governo federal
Outro compromisso foi o diálogo. Embora a eleição de Flávio Bolsonaro representasse um cenário de maior alinhamento político, a decisão nacional das urnas precisa ser respeitada. Agora, o desafio é construir uma relação com o governo federal, colocando os interesses dos gaúchos acima de qualquer diferença partidária, e esperar retribuição e sensibilidade diante das dificuldades que o RS enfrenta.
Essa missão exige união, articulação e boa relação com todos os partidos. Mais do que nunca, precisamos do pacto de Estado defendido por Zucco durante a campanha, reunindo lideranças de todos os espectros políticos, prefeitos, deputados, Judiciário, Ministério Público, imprensa e entidades.
O RS não pode continuar refém de uma dívida histórica que compromete sua capacidade de investir. Também não pode aceitar a demora em obras fundamentais, como a BR- 290, além de tantas outras demandas que dependem de Brasília. Com diálogo, articulação junto aos demais governadores, já iniciada por Zucco, e uma posição firme e unificada, teremos mais força para cobrar soluções.
É hora de transformar diferenças em convergências e compromissos em resultados. O Rio Grande do Sul precisa estar acima de tudo.
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