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O reforço de fim de ano do RH pode ser uma IA | GZH

GZH · Porto Alegre

04/11/2026 14:20 · Porto Alegre/RS

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O reforço de fim de ano do RH pode ser uma IA | GZH

Com oito em cada 10 empregadores brasileiros relatando dificuldade para contratar, cada etapa importa, e a inteligência artificial pode ajudar

A Black Friday começa antes da primeira promoção. Enquanto o consumidor acompanha preços, alguém precisa encontrar profissionais para atender, organizar estoques e fazer a operação funcionar. No departamento de recursos humanos, a temporada pode parecer uma liquidação de tempo: muita coisa para resolver, prazo apertado e pouca margem para errar. A inteligência artificial pode ajudar.

Segundo a Pesquisa de Escassez de Talentos 2026, do ManpowerGroup, 80% dos empregadores brasileiros relatam dificuldade para encontrar profissionais, acima da média global de 72%. O levantamento considera o mercado de forma ampla, não apenas as vagas temporárias. Ainda assim, dimensiona o desafio de quem precisa reforçar a equipe quando outras empresas também estão contratando.

Há também dificuldades dentro de casa. Dados internos da Factorial, empresa de tecnologia para gestão de pessoas, referentes a mais de 800 pequenas e médias empresas brasileiras, mostram que 160 relataram ausência de relatórios e métricas no recrutamento. Outras 152 apontaram lentidão e falta de visibilidade na aprovação de vagas. É um recorte da empresa, mas aponta obstáculos que merecem atenção.

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Imagine a situação: a loja precisa de gente, os currículos chegam, mas a autorização para contratar continua circulando entre departamentos. Enquanto isso, alguém copia informações e tenta descobrir em que etapa está cada candidato. Vejo uma oportunidade aí. Parte da dificuldade de contratar pode estar no caminho que a própria empresa construiu até a contratação.

Organizar esse caminho é o primeiro passo. Centralizar candidaturas e acompanhar etapas são tarefas que ferramentas digitais já podem facilitar. A IA acrescenta possibilidades, como resumir currículos e ajudar o recrutador a consultar informações. A empresa pode precisar de um processo organizado para aproveitar melhor a inteligência artificial que pretende adotar.

Renan Conde, CEO Brasil da Factorial, destaca no material enviado à coluna que a tecnologia pode reduzir o trabalho manual e liberar tempo para avaliar candidatos. Para mim, esse é um dos usos mais interessantes da IA. Cada minuto recuperado na burocracia pode virar uma conversa melhor sobre experiência, disponibilidade e expectativas. Para quem procura emprego, ser ouvido faz diferença.

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A contratação é apenas uma parte do trabalho. Quem chega para uma vaga temporária precisa entender rapidamente a rotina, os produtos e o atendimento esperado. Ferramentas digitais podem organizar essa integração, enquanto a IA ajuda a preparar materiais a partir das orientações da empresa, com revisão dos responsáveis. Colocar alguém para trabalhar sem explicar direito o trabalho pode sair caro.

Um resumo de currículo merece revisão. Experiências relevantes podem perder contexto quando viram poucas linhas, e os critérios de seleção precisam fazer sentido para a função. Cabe à empresa manter uma avaliação cuidadosa e assumir as decisões. A pressa de novembro torna esse cuidado ainda mais necessário.

Para começar, eu escolheria uma dificuldade concreta: demora para responder candidatos, informações espalhadas ou integração confusa. Depois, mediria se a mudança melhorou o processo. A vaga pode ser temporária. O aprendizado sobre como contratar e preparar melhor as pessoas merece ficar.

Publicado originalmente por GZH · Porto Alegre. Ler na fonte original ↗

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