Manifestantes montam novos acampamentos por crise da moradia em Portugal | GZH
04/11/2026 09:49 · Porto Alegre/RS
Jornal ainda sem índice
A ausência de índice não significa que a notícia seja falsa ou verdadeira.
Verificação automática será iniciada ao abrir esta reportagem.

Dezenas de ativistas portugueses pela habitação montaram novos acampamentos de protesto em Lisboa e no Porto, poucos dias depois de a polícia ter desmantelado outros acampamentos nas duas principais cidades da nação ibérica.
Cerca de 60 barracas podiam ser vistas nesta quarta-feira (4) na Praça do Rossio, na capital portuguesa, depois que os ativistas as montaram durante a noite, constatou um jornalista da AFP.
Já no Porto, no norte do país, havia cerca de 30 barracas em uma das principais praças da cidade, segundo a imprensa.
O manifestante Rui Coelho, de 35 anos, disse à AFP em Lisboa que estava aliviado pelo fato de a primeira noite ter transcorrido com tranquilidade. "Não sabíamos o que ia acontecer, se a polícia viria ou não".
Inspirados pelos protestos na Espanha após o despejo de Maricarmen Abascal, uma mulher de 87 anos que se tornou um símbolo da crise habitacional, os acampamentos de protesto em Portugal já foram desmantelados em diversas ocasiões.
A polícia efetuou 13 detenções no Porto ao encerrar os últimos protestos no fim de semana. Vinte e cinco ativistas ficaram feridos, segundo os serviços de emergência.
No entanto, um tribunal de Lisboa decidiu, na segunda-feira, que uma barraca poderia permanecer na Praça do Rossio, apesar de a polícia alegar que um decreto proibia protestos no local após a meia-noite.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou na noite de terça-feira que seu governo minoritário de centro-direita se reuniria com líderes da oposição para discutir medidas destinadas a aliviar a crise habitacional no país, reconhecendo a existência de um "problema grave".
Montenegro busca o apoio da oposição para uma reforma que simplifique os despejos em alguns tipos de imóveis alugados. Os ativistas presentes nos acampamentos de protesto se opõem energicamente à medida.
Publicado originalmente por GZH · Porto Alegre. Ler na fonte original ↗