Júri da morte de Paula Perin Portes entra no segundo dia após depoimentos da mãe da vítima e de delegado | Passo Fundo
21/10/2026 10:40 · Passo Fundo/RS
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Quatro homens respondem pela morte da jovem de 18 anos, encontrada em uma área rural dois meses após desaparecer
O julgamento dos quatro homens acusados pela morte de Paula Perin Portes, 18 anos, em junho de 2020, entra no segundo dia nesta quarta-feira (21), em Soledade, no norte do Estado. A sessão faz parte de um júri que deverá se estender até sexta-feira (23).
O primeiro dia do julgamento foi marcado pelos depoimentos de testemunhas de acusação. Quatro pessoas foram ouvidas pelo Tribunal do Júri, entre elas a mãe da vítima e um dos delegados responsáveis pela investigação do caso em 2020.
A expectativa é que novas testemunhas sejam ouvidas ao longo desta quarta-feira. Ao todo, estão previstos os depoimentos de 18 testemunhas de acusação e defesa durante o julgamento.
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Júri dos acusados pela morte de Paula Perin Portes começa nesta terça em Soledade
A sessão ocorre na Câmara de Vereadores de Soledade e é presidida pelo juiz José Pedro Guimarães.
Quatro homens são julgados
Os réus Gesriel da Cunha Wedy, Dionatan Portella da Silva, Micael Willian Rossi Ortiz e João Albino Abegg dos Santos respondem por homicídio qualificado por asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Um dos acusados também responde pelo crime de ocultação de cadáver.
Relembre o caso
O desaparecimento de Paula aconteceu em junho de 2020 e a jovem só foi localizada em 16 de agosto de 2020.
Segundo a denúncia do Ministério Público, a jovem foi atraída por um dos acusados para um imóvel localizado no bairro Fontes, em Soledade, na noite de 10 de junho daquele ano. Conforme a acusação, ela foi morta por asfixia na madrugada de 11 de junho.
Ainda de acordo com o Ministério Público, os acusados colocaram o corpo da jovem em um veículo e o transportaram para uma área rural com o objetivo de ocultar o crime. Posteriormente, o cadáver teria sido retirado e levado para outra propriedade na comunidade de Rincão do Bugre.
A investigação da Polícia Civil e do Ministério Público sustenta que o crime teria sido motivado por vingança.
Segundo a acusação, Dionatan Portella da Silva temia que Paula revelasse informações relacionadas a episódios de violência contra sua ex-companheira, Thaís Corrêa de Oliveira, além de possíveis ligações com atividades criminosas.
Um dos elementos que aumentou a repercussão do caso foi o assassinato de Thaís, em 2022. Ela seria testemunha do processo, mas foi morta a tiros. A Polícia Civil trata esse homicídio como um possível crime encomendado.
O júri dos quatro acusados chegou a ser remarcado três vezes. O último adiamento ocorreu após decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que analisava recursos relacionados à produção de provas e ao rol de testemunhas.
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