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Incompatíveis | Pioneiro

GZH · Porto Alegre

03/11/2026 03:20 · Porto Alegre/RS

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Incompatíveis | Pioneiro

 O que se vê hoje na França é um exemplo claro: alimentaram um lobo feroz achando que estavam cuidando de pobres e vulneráveis gatinhos

Na última segunda-feira (19), o Museu do Louvre anunciou que ficaria de portas fechadas com o seguinte comunicado: “Prezados visitantes, devido a um movimento social estudantil, o museu está fechado no momento. Pedimos desculpas pelo transtorno causado.” Um movimento estudantil que se preze não deveria obrigar o Louvre a fechar as portas nem atentar contra o patrimônio histórico, cultural e artístico da humanidade.

O que estamos vendo nos vídeos, fotos e notícias que chegam da Europa não é exatamente um mero protesto ou “movimento social”, mas sim a mais completa barbárie: lojas saqueadas, carros incendiados, monumentos vandalizados, brigas, violência. Centenas de descendentes de segunda ou terceira geração de imigrantes muçulmanos se uniram a grupos de extrema esquerda e partiram para o confronto.

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Num desses protestos, o belíssimo prédio da prefeitura da cidade de Limoges foi reduzido a cinzas. Um edifício histórico de 143 anos que abrigava obras de arte de valor incalculável e a memória de toda uma comunidade, uma obra arquitetônica que sobreviveu a duas guerras mundiais e à ocupação nazista, acabou sucumbindo aos bárbaros em pleno ano de 2026.

Isso tudo não é uma legítima luta social: é a colisão entre duas visões de mundo completamente incompatíveis. Muitos dos grupos violentos que tomaram as ruas da França (e também de algumas cidades da Itália e da Bélgica) simplesmente revelam que o ressentimento é combustível para gerar o caos mesmo em lugares onde o Estado oferece uma boa qualidade de vida. A França, por exemplo, tem saúde gratuita, direito à licença-paternidade/maternidade remunerada, boas creches e escolas grátis, cinco semanas de férias pagas, uma jornada de trabalho de 35 horas, generosos benefícios para moradia, seguro-desemprego e educação superior fortemente subsidiada. Querem mais o quê? Mesmo assim, estão destruindo tudo o que veem pela frente em Paris e outras cidades.

Qual é a motivação dessa gente? Na verdade, mentes adoecidas pelo ódio e pelo rancor não querem construir nada, apenas se ressentem da civilidade e do progresso dos outros. É um contraste imenso com seu atraso e sua incapacidade de evoluir como indivíduo inserido numa comunidade.

Cabe aqui abordar o conceito de “empatia suicida” do psicólogo evolucionista e escritor Gad Saad. Saad explica que se trata da ideia de que a compaixão, quando exercida sem discernimento crítico, pode acabar prejudicando justamente as pessoas e a sociedade que pretende proteger.

Políticas e atitudes motivadas pela compaixão podem se tornar autodestrutivas quando desconsideram riscos, incentivos, limites e efeitos colaterais. O que se vê hoje na França é um exemplo claro disso: alimentaram um lobo feroz achando que estavam cuidando de pobres e vulneráveis gatinhos.

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Publicado originalmente por GZH · Porto Alegre. Ler na fonte original ↗

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