EUA anuncia corte em ajuda anual à segurança de Israel | GZH
03/11/2026 19:49 · Porto Alegre/RS
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (3) que Washington vai encerrar um acordo de cooperação em matéria de segurança de 10 anos com Israel, que previa o envio anual de 3,8 bilhões de dólares (20,8 bilhões de reais) até 2028.
Trump afirmou que Israel concorda com o fim do programa, que começou em 2019 e foi negociado em um memorando de entendimento durante o governo de seu antecessor Barack Obama, três anos antes.
"Nós vamos ajudar Israel se eles precisarem", acrescentou, em entrevista ao programa americano Fox and Friends, após reafirmar que havia acordado a decisão com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
"Israel é nosso número um; damos a eles mais do que a qualquer outro, e eles já não precisam dessa ajuda", assegurou. "Se precisassem, eu diria para mantê-la", acrescentou.
O presidente americano justificou parcialmente a decisão pelos ataques de Abdul El Sayed, da ala esquerda do Partido Democrata, que concorre ao Senado nas eleições de meio de mandato desta terça-feira após canalizar o descontentamento popular e o sentimento anti-Israel.
"Por que deveríamos suportar os ataques de lunáticos como El Sayed quando eles não precisam dessa ajuda?", disse à Fox, referindo-se a Israel e à assistência.
- Substituição -
Desde a sua fundação, em 1948, Israel recebeu mais de 300 bilhões de dólares em assistência econômica e militar dos Estados Unidos, segundo o Conselho de Relações Exteriores. O montante é muito superior ao recebido por qualquer outro país desde 1946.
Desde o seu surgimento, Israel enfrenta ataques coordenados de seus vizinhos árabes. Netanyahu manifestou no passado seu desejo de acabar com a dependência de Israel em relação à ajuda americana.
"O fato de o aparelho de defesa israelense tomar conhecimento pela imprensa dessa mudança em nossas relações estratégicas, ao mesmo tempo que a opinião pública israelense, mostra como a conduta de Benjamin Netanyahu é perigosa. Já não se pode confiar nele e deve ser substituído", publicou no X o líder da oposição israelense, Gadi Eisenkot.
As eleições de 27 de outubro não produziram uma maioria nem para a coalizão do primeiro-ministro em fim de mandato nem para o bloco de oposição, que prometeu hoje formar rapidamente um governo para tirar Netanyahu do poder, mas não explicou como pretende fazê-lo e diverge sobre uma possível aliança com os deputados árabes.
A ofensiva israelense na Faixa de Gaza lançada em resposta ao ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023 gerou divisões profundas nos Estados Unidos, e pesquisas mostram um número crescente de americanos em favor de uma redução da ajuda a Israel.
O anúncio também foi feito em meio a uma guerra impopular contra o Irã, que já dura oito meses.
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