Entenda o que é uma supercélula, fenômeno que causou destruição em Maringá
02/11/2026 19:30 · Curitiba/PR
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Uma análise preliminar realizada pela equipe de meteorologistas do Simepar indica que a tempestade que atingiu a região de Maringá, no Noroeste do Paraná, na madrugada desta segunda-feira (02) foi uma supercélula. Trata-se deum um tipo de tempestade muito organizada e de grande intensidade que pode gerar ventos extremamente intensos e destrutivos, que se manifestam de forma linear (em linha reta) ou com giro. De acordo com o levantamento preliminar da Defesa Civil Estadual, até o final da manhã desta segunda-feira 17 municípios paranaenses haviam registrado ocorrências relacionadas aos temporais de domingo e segunda-feira. Ao todo, 1.277 pessoas foram afetadas, nove ficaram desalojadas, 350 residências sofreram danos e uma foi destruída.
O prefeito de Maringá Silvio Barros decretou calamidade pública. Entre 0h e 7h, a cidade registrou 49,8 milímetros de chuva, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).Ainda conforme o Simepar, às 3h11, 3h14 e 3h17, os valores das rajadas de vento chegaram aos 96,3 km/h no aeroporto de Maringá, e às 3h30, houve o registro de 96,8 km/h na estação meteorológica do INMET na cidade.
O decreto permite que sejam feitas contratações emergenciais e liberação de recursos para atender à população. A Prefeitura ainda contabiliza os danos e as ocorrências.
O que é uma supercélula
As supercélulas são o tipo menos comum, mas têm uma alta propensão a produzir tempo severo, incluindo ventos fortes, granizo muito grande e, às vezes, tornados de intensidade fraca a violenta. O que torna uma supercélula única em relação a todos os outros tipos de tempestade é que ela contém uma corrente ascendente rotativa profunda e persistente chamada mesociclone. Se o ambiente for favorável, as tempestades supercelulares podem durar várias horas”, explica o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos em seu site.
Maringá destruída
As equipes da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), da Secretaria de Limpeza Urbana (Selurb) e da Defesa Civil atuam desde as primeiras horas do dia. Elas removem árvores e galhos das vias e atendem danos em imóveis, postes e veículos.
“O mais importante neste momento é garantir que a população receba atendimento rápido e tenha o suporte necessário”, afirma Silvio Barros. Entre os estragos, atingiu a sede do 5º Batalhão de Bombeiros Militar (5º BBM), em Maringá.
O fenômeno causou o destelhamento do prédio administrativo e a queda de uma árvore no interior do quartel. Apesar dos danos estruturais significativos, não houve registro de feridos.
A força dos ventos arrancou a estrutura metálica do telhado e a projetou sobre o pátio da unidade, atingindo ao menos cinco viaturas administrativas leves que estavam estacionadas e aguardam avaliação pericial dos danos.
Na área operacional, a queda de uma árvore sobre a estrutura do estacionamento atingiu uma viatura de Auto Ambulância (AA), que sofreu danos leves e segue operante, e deixou uma viatura de Auto Transporte de Materiais (ATM) retida sob os escombros.
O destelhamento também provocou o alagamento de todas as seções do Estado-Maior (EM) no pavimento superior, incluindo a sala do servidor da unidade. As informações são de que a guarnição de serviço, composta por 10 militares, atuou rapidamente para acessar as seções e proteger computadores e estações de trabalho com lonas. No entanto, possíveis avarias aos equipamentos ainda serão contabilizadas.
Marquinho também foi destruída
O município de Marquinho, na região Centro-Sul, a tempestade acompanhada de fortes rajadas de vento e granizo atingiu residências e prédios públicos na tarde de domingo (1º). Segundo os dados iniciais da Defesa Civil Estadual, 1.080 pessoas foram afetadas e 270 residências registraram danos.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e mobilizou cinco militares do 12º Batalhão de Bombeiros Militar, sediado em Laranjeiras do Sul, com duas viaturas para auxiliar no atendimento.
Como medida emergencial, os bombeiros disponibilizaram seis bobinas de lona à Prefeitura, responsável pela distribuição do material às famílias que tiveram os imóveis danificados. Não houve registro de vítimas, desabrigados ou desalojados.
De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a instabilidade climática vai continuar ao longo desta semana. A previsão indica maior intensidade das chuvas entre quarta (4) e quinta-feira (5), em razão da formação de um ciclone extratropical na costa da região Sul e do avanço de uma nova frente fria.
A Defesa Civil orienta a população a acompanhar os alertas meteorológicos e adotar medidas preventivas durante as tempestades. É importante procurar abrigo em locais seguros e evitar permanecer próximo a árvores, postes, placas e estruturas que possam cair com a força dos ventos.
Para receber gratuitamente os alertas da Defesa Civil por SMS, basta enviar o CEP para o número 40199. O cadastro também pode ser feito pelo WhatsApp, pelo número (61) 2034-4611.Em situações de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Publicado originalmente por Bem Paraná. Ler na fonte original ↗