Da tensão ao alívio: Alerrandro faz o Beira-Rio explodir com gol que pode ser decisivo para o futuro do Inter no Brasileirão | GZH
04/11/2026 04:00 · Porto Alegre/RS
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Centroavante converte pênalti no fim, encerra jejum de gols e garante três pontos fundamentais para o Colorado diante do Coritiba
Quantos acontecimentos foram necessários para que saísse um dos gols mais importantes da luta do Inter contra o rebaixamento. Um escanteio, um chute na nuca, uma queda, um VAR, um pênalti, uma cobrança, uma bola na rede. Um alívio. Momentâneo. Mas que alívio.
O 1 a 0 sobre o Coritiba teve o reencontro de um centroavante com a rede, da vaia ao grito, bem como outros tantos momentos da história colorada. Se escapar da queda ao final do campeonato, essa vitória na 34ª rodada precisa estar nos arquivos. Fazia tempo que um gol não pesava tanto.
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Era o 15º escanteio para o Inter, aos 49 minutos do segundo tempo. Em todos os outros 14, a bola acabou fora do campo ou afastada. Exatamente como no 15º. Só que Juninho caiu no lance. O estádio ficou irado, queria que levantasse, pedia pressa. E ele seguia deitado. No bolo todo, era o único que sabia que tinha sido atingido por Rodrigo Moledo. Na nuca. Com o pé.
A reclamação virou esperança. O barulho é diferente. A rádio alertava que seria pênalti. O árbitro foi ao VAR. E voltou apontando a marca da cal. Um urro de comemoração. Que durou pouco.
Porque alguém precisaria cobrar o pênalti. Quem? Alan Patrick não estava. Nessas horas, a bola vai ao 10.
Bernabei pega a bola. Mas parece ser um despiste. Do tipo "Me xinguem, me provoquem". Os olhares vão para Bruno Henrique. O único pênalti do ano que não foi cobrado por Alan Patrick foi dele, gol contra o Santos.
O fim da seca de Alerrandro veio no momento certo para o Inter
Então é Alerrandro quem tem a bola em mãos. O estádio fez um barulho de incredulidade. Existe esse barulho.
Um dos piores em campo, sem fazer um gol no semestre inteiro, vaiado.
Em suas costas, estava o Beira-Rio inteiro. Todos torcendo, claro. Mas prontos para apontar o dedo e culpá-lo.
Do outro lado, em cima da linha, Pedro Morisco. Um dos grandes goleiros do Brasileirão, convocado para a Seleção.
Alerrandro corre meio de lado, desengonçado. Dá uns passinhos apressados. Para. Morisco não se mexe. Alerrandro bate forte, alto, cruzado. Morisco vai para esse lado. Mas era impossível defender.
De lá, ele correu para a bandeirinha, perseguido por todos. O Beira-Rio tremia. O Inter ganharia um jogo que parecia impossível. Claro que com mais sofrimento, porque os dois minutos esperados para depois do pênalti se transformaram em 11, cheios de confusão e brigas.
— Falei para Alerrandro que o gol dele sairia na hora em que mais precisássemos. Quando deu o pênalti, olhei para o céu falei: "É agora, a profecia vai se fazer real". E ele bateu como treina — comemorou Eduardo Baptista.
Alerrandro também falou sobre o pênalti:
— Quando o Alan (Patrick) não está em campo, naturalmente é o Bruno (Henrique). Sempre me cobram para treinar. E hoje era eu. Estava determinado. Fui feliz em fazer o gol e dar a vitória.
Um lance fundamental, que pode ter sido decisivo para o futuro colorado. Que deixou o Inter ainda mais forte, na visão do treinador, que celebrou também a luta. E resumiu:
— O gol da esperança. O gol da vida.
Confira os melhores momentos e o gol de Alerrandro
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