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Ciclone extratropical coloca Paraná em alerta para temporais após supercélula arrasar cidade

Bem Paraná

02/11/2026 23:35 · Curitiba/PR

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Ciclone extratropical coloca Paraná em alerta para temporais após supercélula arrasar cidade

A formação de um novo ciclone extratropical na costa da Região Sul do Brasil, a partir desta terça-feira (3), coloca... O post Ciclone extratropical coloca Paraná em alerta para temporais após supercélula arrasar cidade apareceu primeiro em Bem Paraná.

A formação de um novo ciclone extratropical na costa da Região Sul do Brasil, a partir desta terça-feira (3), coloca o Paraná e outros sete estados em alerta para a ocorrência de temporais, segundo previsão do Meteored.

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A previsão indica chuvas intensas, rajadas de vento e possibilidade de granizo, em um cenário que exige atenção após os estragos provocados pela tempestade que atingiu Maringá e outras cidades paranaenses nos últimos dias.

A tempestade que passou por Maringá foi associada pelo Simepar à possível formação de uma supercélula, tipo de tempestade que pode produzir ventos destrutivos, chuva intensa e até tornados. O episódio deixou um rastro de danos em municípios do Paraná, com casas destelhadas, estruturas atingidas e milhares de pessoas afetadas.

Agora, um novo sistema meteorológico aumenta o risco de instabilidade no Estado. Além do Paraná, estão na área de alerta Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais.

O ciclone deve atuar em conjunto com a chegada de uma frente fria e o avanço de um cavado atmosférico. A combinação de temperaturas elevadas, umidade e o encontro de diferentes massas de ar favorece a formação de nuvens carregadas e tempestades potencialmente severas.

Quando o ciclone começa a influenciar o tempo no Paraná

No Paraná e em Santa Catarina, as chuvas mais fortes devem ganhar intensidade principalmente a partir da tarde desta terça-feira. A instabilidade pode persistir durante a madrugada e a manhã de quarta-feira (4).

Ao longo da tarde de quarta, as áreas de instabilidade devem avançar do Rio Grande do Sul em direção ao sul do Paraná. A previsão também aponta possibilidade de descargas elétricas, ventos fortes e precipitações volumosas.

As condições podem provocar alagamentos em áreas urbanas, transbordamento de rios e queda de árvores. Por isso, a população deve acompanhar os avisos dos órgãos oficiais de meteorologia e da Defesa Civil e evitar permanecer perto de árvores, postes e estruturas que possam ser atingidas pelo vento.

21 cidades do Paraná foram atingidas por tempestades no feriado

Novembro chegou com ventania e chuvarada no Paraná, num episódio que deixou um rastro de destruição. Casas foram destelhadas, árvores caíram, imóveis sofreram danos, diversos locais ficaram sem energia elétrica e mais de mil pessoas foram diretamente afetadas, com os casos mais graves ocorrendo em Marquinho, na região Centro-Sul, e em Maringá, na Noroeste.

Segundo o boletim da Defesa Civil divulgado no final da tarde de ontem, entre o domingo e a segunda-feira (dias 1º e 2 de novembro) registrou-se 21 ocorrências em 21 municípios diferentes do Paraná. 4.067 pessoas foram afetadas, sendo que 28 acabaram desalojadas. 456 casas foram danificadas e uma acabou destruídas.

Entre os episódios registrados estão vendavais, chuva de granizo, enxurradas e alagamentos. Em Maringá, caiu quase 50 milímetros de chuva só durante a madrugada e começo da manhã de ontem (meia-noite e 7 horas), situação que levou a Prefeitura a decretar situação de calamidade pública. As rajadas de vento, por sua vez, chegaram perto dos 97 km/h.

Inicialmente, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) classificou o fenômeno como um vendaval severo acompanhado de chuva intensa. Um prédo administrativo da corporação, inclusive, chegou a ser destelhado e uma árvore caiu no interior do quartei, causando danos estruturais significativos. Felizmente, ninguém ficou ferido.

Mais tarde, contudo, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) informou que a tempestade em Maringá pode ter sido provocada por uma supercélula. Trata-se de um tipo de tempestade extremamente organizado e severo, que se diferencia das tempestades comuns por causa da presença de ar ascendente que gira continuamente em seu interior.

“As supercélulas são o tipo menos comum, mas têm uma alta propensão a produzir tempo severo, incluindo ventos fortes, granizo muito grande e, às vezes, tornados de intensidade fraca a violenta. O que torna uma supercélula única em relação a todos os outros tipos de tempestade é que ela contém uma corrente ascendente rotativa profunda e persistente chamada mesociclone. Se o ambiente for favorável, as tempestades supercelulares podem durar várias horas”, explica o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos em seu site.

Já em Marquinho, um temporal de granizo destelhou casas, escolas, postos de saúde e estabelecimentos comerciais e deixou quintais cobertos de gelo. A cidade tem 4,4 mil habitantes, e 1.080 pessoas foram afetadas pela chuva – ou seja, praticamente um em cada quatro moradores.

Conforme o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, a cidade foi atingida por uma chuva de granizo acompanhada de fortes vendavais. As pedras de gelo e a ventania danificaram 270 casas, e a Prefeitura estima que até 70% da cidade possa ter registrado estragos decorrentes da tempestade. Além do perímetro urbano, as comunidades mais atingidas são Pedra Branca, Terra Boa, Gleba Nove e Guampará.

A Copel, por sua vez, informou que mais de 170 mil unidades chegaram a ficar sem energia elétrica. As quedas no serviço foram provocadas por danos causados à rede elétrica pela chuva acompanhada de ventos intensos e queda de granizo em diversas localidades, o que provocou a queda de postes de energia em alguns lugares.

Mais dias chuvosos aguardam Curitiba e o Litoral do Paraná neste começo de novembro. É o que aponta a previsão do Simepar, que prevê chuva em pelo menos seis dos sete primeiros dias do 11º mês do ano na Capital e nos municípios litorâneos. A intensidade das precipitações deve ser um pouco mais fraca nesta terça-feira (3 de novembro), mas em seguida volta a ganhar força.

No domingo já choveu forte ao longo de boa parte do dia na Capital. Ontem, a chuva veio durante a madrugada. Já para hoje, a previsão é que chova um pouco menos, mas há possibilidade de precipitações para a parte da tarde, principalmente entre 14 e 17 horas. Na quarta e na quinta, contudo, a instabilidade já deve voltar a ganhar força em Curitiba.

Por enquanto, a única trégua prevista é para a sexta, quando a cidade deve registrar só céu nublado. O Sol, por sua vez, só deve voltar a aparecer na próxima semana, no domingo e na segunda-feira.

Pro Litoral do Paraná, a previsão é mais otimista. Embora na quinta possa chover mais forte (9,2 mm), a partir de sexta o tempo seca e o Sol deve voltar a dar as caras nas praias a partir de sábado, com possibilidade de um bom final de semana para quem quer fazer um passeio ao ar livre.

Publicado originalmente por Bem Paraná. Ler na fonte original ↗

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