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Base de Melo vota para manter emendas impositivas em Porto Alegre; projeto ainda vai ao plenário | GZH

GZH · Porto Alegre

21/10/2026 18:43 · Porto Alegre/RS

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Base de Melo vota para manter emendas impositivas em Porto Alegre; projeto ainda vai ao plenário | GZH

Proposta entrou em discussão após prisão de vereador suspeito de participar de esquema de desvio de recursos destinados à saúde

Protocolado após a prisão do vereador Giovane Byl (Podemos), suspeito de envolvimento em um esquema de desvio de recursos destinados para a saúde, o projeto que acaba com as emendas impositivas em Porto Alegre recebeu votos contrários de vereadores que integram a base de Sebastião Melo.

Nesta quarta-feira (21), os vereadores fizeram uma reunião conjunta das comissões, em plenário, e deliberaram sobre a medida, com rejeição de 15 parlamentares aliados do prefeito (veja como os parlamentares votaram no final do texto).

Em quatro das seis comissões da Câmara, houve empate no resultado. A Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) rejeitou o projeto, enquanto a Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) aprovou. O resultado empatado permite que a medida seja incluída na ordem do dia e pautada para votação no plenário.

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Inicialmente, a Cuthab havia rejeitado a proposta, mas o vereador Idenir Cecchim (MDB), líder do governo, retificou seu voto e autorizou a sequência da tramitação. Quando Roberto Robaina (PSOL) sugeriu o projeto, há um mês, Cecchim deu aval para o andamento. O próprio prefeito Melo defende, pessoalmente, que não cabe ao Legislativo definir o destino de parte do orçamento, mas evitou entrar no debate e deixou a decisão para o parlamento.

Robaina argumenta que o sistema de distribuição de emendas no Poder Legislativo, desde o âmbito municipal até o federal, se tornou um "esquema corrupto" e por isso pretende acabar com a medida.

— É uma vergonha que a Câmara de Vereadores não dê o exemplo, porque se trata de derrubar um mecanismo corrupto, que transforma os processos eleitorais, dando enorme vantagem a quem tem mandato. É uma vergonha que tenhamos uma política dominada pela distribuição de recursos públicos. A votação mostrou quem é quem e o que defendem — criticou o vereador.

Parlamentares da base que se manifestaram na tribuna a respeito do projeto justificam que o dinheiro indicado é importante para apoiar áreas como a saúde e projetos locais, admitindo a necessidade de ampliar a fiscalização do destino do dinheiro.

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Como cada um votou

Votaram contra a medida, em suas respectivas comissões, os vereadores:

Jessé Sangali (PL)

Gilson Padeiro (PSDB)

Marcio Bins Ely (PDT)

Mauro Pinheiro (PP)

Tiago Albrecht (Novo)

Fernanda Barth (PL)

Marcelo Ustra (PL)

José Freitas (Republicanos)

Carlo Carotenuto (Republicanos)

Professor Vitorino Baseggio (MDB)

Vera Armando (PP)

Marcelo Bernardi (PSDB)

Claudia Araújo (PSD)

Hamilton Sossmeier (Podemos)

Tanise Sabino (MDB)

Votaram a favor da medida:

Ramiro Rosário (Novo)

Alexandre Bublitz (PT)

Roberto Robaina (PSOL)

Giovani Culau (PCdoB)

Karen Santos (PSOL)

Jonas Reis (PT)

Pedro Ruas (PSOL)

Idenir Cecchim (MDB), após retificar o voto inicial, que foi contrário

Grazi Oliveira (PSOL)

Juliana de Souza (PT)

Natasha Ferreira (PT)

Erick Dênil (PCdoB)

Aldacir Oliboni (PT)

Atena Roveda (PSOL)

Professor Tovi (Republicanos)

Comandante Nádia (PL)

Mariana Lescano (PP)

Publicado originalmente por GZH · Porto Alegre. Ler na fonte original ↗

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