Ativistas de sete países europeus convocam manifestações para fim de novembro | GZH
03/11/2026 15:56 · Porto Alegre/RS
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Sindicatos e grupos de defesa do direito à moradia de sete países europeus convocaram nesta terça-feira (3) "manifestações coordenadas em toda a Europa" contra o aumento do custo de vida para o fim de novembro.
Após manifestações espontâneas em vários países, ativistas da França, Espanha, Reino Unido, Bélgica, Itália, Portugal e Grécia se reuniram em Paris e convocaram protestos para os dias 20, 21 e 22 de novembro.
O encontro foi organizado pela Confederação de Sindicatos de Inquilinos do Estado espanhol e ocorreu dois dias antes da greve nacional convocada na França para 5 de novembro.
Em um comunicado, "as organizações denunciam o aumento desenfreado do custo de vida, com moradias inacessíveis e alimentos básicos e transporte cada vez mais caros, e alertam para o retorno da austeridade, associada às exigências dos credores da dívida pública e à corrida armamentista".
Os ativistas reivindicam "a garantia do direito à moradia, medidas de controle para reduzir os preços da habitação, dos alimentos e da energia", além de "aumento dos salários e das aposentadorias e serviços públicos universais e de qualidade".
A crise habitacional, uma das principais preocupações dos espanhóis, voltou com força ao debate público em setembro, após o despejo forçado de Maricarmen Abascal de seu apartamento. A aposentada madrilenha, de 87 anos, morreu poucos dias depois.
O caso teve repercussão em outros países europeus.
Os principais sindicatos espanhóis convocaram uma greve geral para 11 de novembro, antes das eleições gerais antecipadas do dia 29 deste mês.
Na França, estudantes do ensino médio, sindicatos e o movimento dos Coletes Amarelos realizaram protestos durante três fins de semana consecutivos.
"Milhões de pessoas sairão às ruas e demonstraremos que são os povos que devem governar, e não os bilionários", afirmou Benjamin Ball, integrante da coordenação dos Coletes Amarelos, que participou do encontro.
Na Itália, o movimento começou com os trabalhadores portuários, lembrou Chiara Capretti, do sindicato USB, antes de se expandir e culminar em uma greve geral em 30 de outubro, que levou centenas de milhares de estudantes e trabalhadores às ruas em manifestações.
"O governo não dá resposta a ninguém", lamentou.
Em 20 de novembro, está prevista uma greve coordenada por uma associação portuguesa de estudantes contra os combustíveis fósseis, que conta com o apoio de vinte países.
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