Atacante chama a responsabilidade e ressurge no Inter em momento decisivo | GZH
05/11/2026 04:00 · Porto Alegre/RS
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Alerrandro venceu a desconfiança no Beira-Rio ao fazer um gol de pênalti nos acréscimos; desafio é manter crescimento
É improvável que, dos mais de 36 mil colorados no Beira-Rio, alguém concordasse que Alerrandro era a melhor escolha para cobrar um pênalti aos 49 minutos do segundo tempo de um 0 a 0 contra o Coritiba, em uma noite que parecia dar tudo errado para o Inter. A desconfiança se justificava porque o último gol de Alerrandro havia sido contra o Vasco de Renato Portaluppi, no duelo de despedida antes da Copa do Mundo. O time colorado era, na época, comandado por Paulo Pezzolano e Borré estava no banco.
Desconfiança era o mínimo. Alerrandro é um caso claro de recuperação depois do fundo do poço. A queda ocorreu contra o Remo, no Beira-Rio. Não só o centroavante perdeu um gol sem goleiro como depois disso, nos instantes finais, fez uma falta boba e, sem estar na barreira, desviou para o próprio gol o empate dos paraenses, retirando dois pontos que até agora fazem falta. Desta vez, conseguiu recuperar esses dois pontos.
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Apoio de Eduardo Baptista
Grande parte é mérito dele, de ter continuado, melhorado a condição física, treinado. E outra parte é aposta de Eduardo Baptista. Desde sua chegada, anunciou que escalaria um centroavante e que ele, em um primeiro momento, seria Alerrandro, até pela lesão eterna de Sanabria.
— Com Alerrandro, é um trabalho constante. Vem treinando, ajudando a equipe e sempre falei para ele: "Seu gol vai sair na hora que a gente mais precisar. Saiu aqui. Na hora que vi o pênalti, olhei para o céu pensei que a profecia se faz real". Teve coragem, tranquilidade, bateu do jeito que treina — comentou Eduardo Baptista.
Participação em gols
O gol de Alerrandro premiou a insistência. O jogador não conseguia fazer gols, o objetivo principal de um centroavante. Mas tinha ajudado de outras formas, como o pivô que iniciou o gol de Vitinho contra o Corinthians e o desarme mais passe no Gre-Nal, outro gol de Vitinho. Faltava era dar o passo adiante, voltar a aparecer entre os artilheiros.
Foi recém seu quinto gol pelo Inter. Muito longe da meta estabelecida em contrato para obrigação de compra. Emprestado pelo CSKA até dezembro, ele ficaria automaticamente caso marcasse 15 gols e ainda participasse de, pelo menos 45 minutos de 60% das partidas da temporada. Assim, a tendência é de que encerre sua participação no Beira-Rio daqui a quatro jogos.
Corajoso para assumir uma cobrança de pênalti nessa fase, ele deu uma entrevista bem ponderada após o jogo:
— Sou um cara tranquilo. Sei do momento em que errei. E sei quando vou bem. Vou continuar sendo o mesmo cara. Não rebato crítica, ela é válida. Sigo trabalhando para ajudar o Inter. Sei da minha capacidade. Vou continuar dando o meu máximo.
Se der seu máximo e repetir a frieza de momentos decisivos, pode encerrar sua passagem pelo Inter com a maior das missões cumpridas.
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