Assinada, em Caxias do Sul, a ordem de início das obras do Aeroporto da Serra Gaúcha | Pioneiro
21/10/2026 13:13 · Porto Alegre/RS
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Investimento de R$ 145 milhões, financiado pelo PAC, irá criar pista de 1.930 metros com capacidade para pouso e decolagens de aviões de grande porte em Vila Oliva; ato ocorreu no palco principal da Mercopar e contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca
O início das obras da primeira etapa do Aeroporto da Serra Gaúcha, no distrito de Vila Oliva, foi oficialmente autorizado no início da tarde desta quarta-feira (21), em ato realizado no palco principal da 35ª Mercopar, em Caxias do Sul.
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Autorização para o início das obras do Aeroporto da Serra Gaúcha será assinada nesta quarta em Caxias do Sul
A assinatura contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, do presidente da Infraero, Rogério Barzellay e do secretário de Apoio à Reconstrução do RS, Ramon de Jesus.
— Não tenho dúvidas de que o investimento vai potencializar o desenvolvimento econômico e social do Estado e da Serra. Onde existe a implantação de uma infraestrutura aeroportuária, crescem os empreendimentos no entorno. A diminuição do tempo de deslocamento de Porto Alegre a Gramado também dará um salto para o turismo da região — listou Franca.
A primeira etapa da construção, chamada de Lado Ar, inicia por serviços de terraplanagem e concentra a infraestrutura para o início da operação aeroportuária. Inicialmente e com possibilidade para ser ampliada para 2,2 mil metros, a pista terá 1.930 metros de comprimento e 45 metros de largura, que darão a possibilidade para pousos e decolagens de aviões de grande porte.
O Consórcio Serra Gaúcha - Vila Oliva liderado pela Terracom Construções Ltda, sediada em Cubatão (SP), será o responsável pela obra depois de vencer o processo de licitação com uma proposta de aproximadamente R$ 145 milhões. Os recursos de custeio da obra são do PAC do governo federal.
Consórcio que irá executar primeira fase de obras do Aeroporto da Serra Gaúcha, em Caxias do Sul, é definido
O projeto prevê ainda a construção de um pátio de mais de 31 mil metros quadrados para as aeronaves e estacionamento com capacidade aproximada para 500 veículos. O terreno, adquirido pela prefeitura de Caxias do Sul possui mais de 445 hectares.
Próximos passos
Rafael Sacchi, presidente da RGS Engenharia, uma das três empresas que formam o grupo do consórcio responsável pela obra, acredita que, se tudo correr conforme o planejado, o complexo possa ser inaugurado em até quatro anos e meio.
Garantia de recursos, topografia e licenciamentos, no entanto, são variáveis que podem fazer com que as obras durem até seis anos:
— A gente entende que esse complexo todo possa estar pronto com segurança em seis anos, sem falta de recurso e com muita celeridade do poder público. Trabalhamos com algo entre quatro anos e meio a cinco.
Para que os serviços tenham início, será preciso adaptar o projeto da licitação e criar o projeto executivo que irá mapear a topografia do terreno e definir os tipos de asfalto e concreto que serão utilizados:
— A parte aeroportuária tem um regramento próprio, e a gente precisa entender todas as condições do local. Essa pista com 45 metros de largura é a maior largura nominal que a gente tem no Brasil hoje em aeroportos e vai permitir o recebimento de aeronaves de grande porte. Então, a gente dimensiona, estuda os materiais, as fontes de materiais que temos aqui na região. E com essas fontes de material dimensionamos tecnicamente a estrutura da pista. No caso, por exemplo, um Airbus A330, é uma aeronave de pouco mais de 210 toneladas. É o peso bruto de três aeronaves padrão comercial que a gente tem aqui.
O início das obras assinado nesta quarta-feira representa, segundo o ministro Tomé Franca, a maior parte do complexo, que receberá também o terminal de passageiros. Para isso, uma nova licitação, estimada em R$ 40 milhões em com recursos financiados pelo BNDS, deverá ser lançada:
— O maior investimento sempre é do lado Ar. Depois a gente precisa fazer a segunda fase, que é o terminal de passageiros, mas é um investimento menor, aproximadamente cerca de R$ 40 milhões e tem previsão de ser feito em seis meses.
Comparações
A largada para as obras foi comparada pelo poder público, nos discursos do prefeito Adiló Didomenico e do secretário de Planejamento e Parcerias Estratégicas, Antônio Feldmann, à chegada do trem em Caxias do Sul, em 1910, e a construção do traçado da BR-116 no município na década de 1940.
Publicado originalmente por GZH · Porto Alegre. Ler na fonte original ↗