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Policial

Polícia Civil indicia falso médico por exercício ilegal da profissão e falsificação de documentos em Frederico Westphalen | Passo Fundo

GZH · Passo Fundo

02/11/2026 22:20 · Passo Fundo/RS

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Polícia Civil indicia falso médico por exercício ilegal da profissão e falsificação de documentos em Frederico Westphalen | Passo Fundo

Investigação aponta que o suspeito prescrevia tratamentos e realizava procedimentos invasivos sem habilitação

A 14ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (14ª DPRI) indiciou, nesta quarta-feira (21), um homem por exercício ilegal da medicina, lesão corporal e falsidade documental em Frederico Westphalen, no norte do Estado.

Conforme o inquérito policial, o suspeito, identificado como Ademar Correa, 34 anos, se passava por médico sem possuir registro profissional. O suspeito atuava em uma clínica própria, localizada no centro do município.

De acordo com o responsável pelo caso, delegado Jacson Boni, a investigação começou no inicio de 2026, após o registro de ocorrências policiais e denúncias de profissionais de saúde, que alegavam que o falso médico utilizava o nome dos profissionais para realizar a prescrição de receitas médicas. O falso médica utilizava o nome de três profissionais.

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Durante a apuração, os agentes ouviram pacientes, funcionários, médicos e fiscais, além de cumprirem mandados de busca e apreensão para analisar documentos e dispositivos eletrônicos. De acordo com o delegado, pelo menos 16 pacientes foram afetados.

Prescrições falsas e agravamento de lesão

As diligências revelaram que o investigado realizava consultas, diagnósticos, solicitações de exames, prescrições e encaminhamentos — atos restritos a profissionais habilitados. Ele também usava indevidamente dados e nomes de médicos inscritos nos conselhos de classe.

— A partir da investigação, realizamos busca e apreensão na clinica dele e vimos que ele era formado em biomedicina, mas que não possuía a formação médica necessária — disse o delegado.

Entre os casos apurados, um paciente relatou a piora de uma lesão na pele após aplicar um tratamento indicado pelo suspeito. A Polícia Civil também identificou a falsificação de requisições de exames, receituários, atestados e até de um laudo laboratorial, cuja instituição de origem negou a emissão.

Durante as buscas, os policiais apreenderam equipamentos eletrônicos, documentos e carimbos com nomes de médicos reais. A equipe também reuniu provas de que o investigado realizava procedimentos invasivos e coletava material biológico dentro de um ambiente clínico.

Proibição de atuar na saúde

A pedido da autoridade policial, o Poder Judiciário aplicou medidas cautelares para proteger a saúde pública. A Justiça proibiu o investigado de exercer qualquer atividade ligada à área da saúde enquanto o caso corre na esfera judicial.

A Polícia Civil remeteu o inquérito ao Ministério Público e ao Judiciário.

A reportagem entrou em contato com a defesa de Ademar Correa, comandada por Evandro Fábio Zuch, que afirmou que não irá se manifestar pois não teve acesso ao inquérito até o momento.

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul se manifestou no final da manhã desta quinta-feira (22) sobre o caso. Confira.

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) recebeu denúncias sobre o exercício ilegal da Medicina por parte do investigado. O biomédico realizava atos privativos de médicos colocando em risco a saúde e a segurança dos pacientes. O Cremers realizou fiscalizações na clínica e ajuizará uma ação civil pública contra o responsável.

O exercício ilegal da Medicina é uma prática grave, que ameaça a segurança da população e não pode ser tolerada. A assistência médica exige formação, habilitação legal e registro no Conselho, garantindo que os profissionais tenham a qualificação necessária para atender os pacientes com segurança e responsabilidade.

Além de colocar pacientes em risco, o exercício ilegal da Medicina desrespeita os profissionais que dedicam anos à formação para exercer a profissão. O Cremers seguirá adotando medidas cabíveis para coibir essas práticas, defender o exercício ético da Medicina e proteger a sociedade.

Publicado originalmente por GZH · Passo Fundo. Ler na fonte original ↗

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