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Pesquisa que estuda diagnóstico de Alzheimer a partir do sangue busca voluntários no sul do Estado | Zona Sul

GZH · Pelotas

01/11/2026 23:20 · Pelotas/RS

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Etapa regional é liderada pela Universidade Federal de Pelotas; método inovador busca validar a metodologia na população brasileira

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) participa da etapa regional de uma pesquisa que busca validar o diagnóstico da doença de Alzheimer na população brasileira por meio de exames de sangue.

A Iniciativa Brasileira de Biomarcadores em Doenças Neurodegenerativas (IB-BioNeuro) é um estudo conduzido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) que investiga a capacidade de identificar, em amostras de plasma sanguíneo, alterações biológicas associadas à doença anos antes do surgimento dos primeiros sintomas.

A tecnologia e a metodologia já foram testadas em populações do Hemisfério Norte. Nesta etapa, os pesquisadores avaliam a aplicação em grupos com características genéticas e sociais mais diversas, como a população brasileira.

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— A população brasileira tem contextos diferentes, além da ancestralidade, o que acaba implicando em questões biológicas que modificam as concentrações dos biomarcadores — explica o professor Roberto Almeida, responsável pela pesquisa na UFPel.

Como funciona o teste

O procedimento analisa alterações em quatro proteínas presentes na corrente sanguínea — conhecidas como biomarcadores. A análise é realizada a partir de uma coleta comum de sangue.

Após a coleta, o material passa por equipamentos de alta precisão capazes de isolar e medir as proteínas cerebrais no plasma, mesmo em quantidades minúsculas — a partir de 2 picogramas (uma trilionésima parte de um grama) por mililitro. Com isso, os cientistas conseguem verificar se há alterações nos níveis dos biomarcadores para auxiliar no diagnóstico precoce.

— Essas proteínas presentes no organismo, em determinado momento, sofrem uma alteração que modifica alguns parâmetros relacionados a toda essa cascata que leva à neurodegeneração — afirma Almeida.

Atualmente, existem dois equipamentos desse tipo no Brasil, ambos instalados para análise na UFRGS. A iniciativa conta com patrocínio do governo federal e do governo do Estado, que auxiliaram na aquisição dos aparelhos. A validação do método para o público do Hemisfério Sul pode agilizar os diagnósticos e reduzir custos na comparação com as alternativas atuais.

Chamada para voluntários na região Sul

A fase inicial do estudo prevê a coleta de amostras de 3 mil voluntários distribuídos por dez regiões do Rio Grande do Sul. A UFPel é responsável pela prospecção de participantes e pela realização dos testes no sul do Estado.

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A meta local é recrutar 300 pessoas. Para participar, é necessário ter 50 anos ou mais e não apresentar comprometimento cognitivo. Quem quiser participar, pode preencher o formulário da pesquisa.

Os selecionados passam por uma entrevista com duração aproximada de duas horas e fornecem a amostra de sangue. As coletas começaram no início de 2026 e a expectativa é de que esta etapa siga até o final de 2027. No fim dessa etapa do estudo, os voluntários interessados receberão o laudo com o resultado do exame.

A Iniciativa Brasileira de Biomarcadores em Doenças Neurodegenerativa é um projeto que surgiu o Rio Grande do Sul, e deve se expandir para outras universidades brasileiras.

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Publicado originalmente por GZH · Pelotas. Ler na fonte original ↗

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