Hospitalidade árabe: produtor cultural abre o próprio apartamento para oferecer jantar típico em Passo Fundo | Passo Fundo
01/11/2026 04:00 · Passo Fundo/RS
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Carlos Alberto Mayer, 56 anos, recebe convidados desde setembro para uma imersão na cultura sírio-libanesa
Um jantar com pratos, vestimentas e costumes árabes tem chamado a atenção nas redes sociais de Passo Fundo, no norte do Estado. Desde setembro, o produtor cultural e ator Carlos Alberto Mayer, 56 anos, transforma a sala do apartamento no bairro Boqueirão em um restaurante árabe, aberto apenas a convidados.
A cozinha sempre fez parte da vida de Beto. Descendente de sírios e libaneses, ele cresceu observando a avó libanesa transformar receitas tradicionais em momentos de encontro à mesa.
Foi assim que aprendeu a preparar pratos que atravessaram gerações da família, como quibes, mujadara e a sopa shishbarak. Durante anos, essas receitas ficaram restritas aos almoços em família e aos jantares entre amigos. Hoje, elas se tornaram o ingrediente de uma experiência gastronômica que atrai visitantes dispostos a conhecer sabores carregados de história.
A transformação aconteceu quando Beto decidiu unir duas de suas maiores paixões: gastronomia e arte. O apartamento onde recebe os convidados funciona como uma extensão da própria personalidade.
Entre uma refeição e outra, os visitantes circulam por ambientes decorados com peças garimpadas ao longo de décadas, em uma coleção que reúne desde quadros de artistas brasileiros consagrados, como Iberê Camargo e Alfredo Volpi, até porcelanas japonesas, objetos de design e antiguidades.
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— Receber as pessoas sempre foi algo natural pra mim. As pessoas gostam de ser bem tratadas e isso tem tudo a ver com a nossa cultura árabe, de receber as pessoas em casa com muita hospitalidade. Então resolvi aliar tudo isso que aprendi, e tornar a minha casa um espaço acolhedor — resume Beto.
Na chegada, os convidados podem ser vestidos com lenços árabes que ele guarda para a ocasião. Com mesa posta, música e pratos típicos, o jantar vira uma imersão cultural.
Jantar típico árabe
O jantar custa R$ 250 por pessoa, funciona por agendamento e comporta até seis pessoas. A experiência é individualizada, e o cardápio de bebidas e pratos pode ser adaptado às preferências de cada convidado.
Tudo é preparado por Beto e inclui quibe (frito, recheado, assado e cru), mujadara, babaganoush, tabule (salada de trigo), pão sírio e homus. Para harmonizar, vinho branco, água ou chá. De sobremesa, doces árabes como halawa, à base de tahine e açúcar.
O preparo é artesanal e envolve tempo. Os temperos precisam de descanso para absorção, e as massas são feitas no verão, como explica Beto:
— A comida árabe exige muito preparo e atenção. Acho que o principal são as farinhas que a gente faz a maioria das receitas. Precisamos produzir elas no verão, para ter durante todo o ano e poder produzir as comidas, que é o caso do quibe, da mujadara e todas as outras que envolvem as farinhas.
Para ter a experiência, é necessário agendar com antecedência pelo Instagram @betomayyer, onde também são publicadas as datas disponíveis.
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Publicado originalmente por GZH · Passo Fundo. Ler na fonte original ↗