Após interrupção dramática, júri de ex-policial acusado de matar fotógrafo em Curitiba tem nova data
04/11/2026 18:25 · Curitiba/PR
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O novo julgamento de Ronaldo Massuia Silva, ex-policial federal acusado de matar o fotógrafo André Muniz Fritoli e tentar matar outras sete pessoas em Curitiba, está marcado para começar em 9 de novembro de 2026. O júri anterior foi interrompido em setembro, após Massuia ser encontrado em uma situação de risco à própria vida na carceragem do Tribunal do Júri.
A Justiça marcou o novo Tribunal do Júri para o período de 9 a 13 de novembro de 2026, com início previsto para às 9h30. A magistrada que conduziu a sessão anterior declarou suspeição e se afastou do processo.
A defesa questiona a retomada do julgamento sem informações médicas atualizadas sobre as condições físicas e psicológicas do réu. A sessão deverá reabrir a análise das acusações, com nova composição do Conselho de Sentença e apresentação dos argumentos da acusação e da defesa.
O julgamento começou em 9 de setembro e tinha previsão inicial de três dias. No dia seguinte, Massuia foi encontrado em uma situação de risco à própria vida na cela onde estava custodiado. Bender percebeu a ocorrência e acionou os policiais para prestar socorro. O réu recebeu atendimento no local por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Diante do episódio, a juíza responsável dissolveu o Conselho de Sentença, encerrando a sessão sem julgamento do mérito. A defesa rejeitou insinuações de que a ocorrência teria sido encenada para interromper os trabalhos e afirmou que sua prioridade foi garantir o socorro ao acusado.
O Ministério Público do Paraná (MPPR) determinou a instauração de inquérito policial para apurar as circunstâncias do episódio e solicitou avaliação psiquiátrica de Massuia. A apuração da ocorrência é independente da análise das acusações criminais que serão submetidas aos jurados.
Defesa de ex-policial Massuia aponta histórico de problemas psicológicos
O advogado criminalista Heitor Bender, responsável pela defesa, afirma que o réu enfrenta sérios problemas psicológicos e cobra atenção às suas condições de saúde e ao atendimento médico durante a custódia.
Segundo Bender, Massuia tem histórico de alcoolismo e transtorno de estresse pós-traumático, além de problemas emocionais anteriores ao episódio de 2022. A defesa sustenta que essas condições precisam ser consideradas na análise do caso e afirma que a Polícia Federal teria conhecimento da situação psicológica do então agente, sem adotar medidas preventivas suficientes.
O advogado também questiona as condições de atendimento médico e psicológico oferecidas ao réu durante a custódia. Após a interrupção do julgamento, a defesa manifestou preocupação com a estrutura de assistência disponível no Complexo Médico Penal, em Pinhais, e defendeu a atualização das informações sobre a saúde do acusado antes da retomada do júri.
Relembre o crime
O crime ocorreu em 1º de maio de 2022, em uma loja de conveniência de um posto de combustíveis no bairro Cristo Rei, em Curitiba. Massuia responde por homicídio triplamente qualificado e sete tentativas de homicídio. A sessão realizada em setembro terminou sem veredicto, após a dissolução do Conselho de Sentença.
Publicado originalmente por Bem Paraná. Ler na fonte original ↗