Pressione Esc para fechar

← Voltar às notícias dos jornais
Destaques

Mínimo de sete horas por dia: como funcionará o ensino de turno integral em Pelotas | Zona Sul

GZH · Pelotas

31/10/2026 14:04 · Pelotas/RS

Aguardando verificaçãoApoio factual sem índice

Jornal ainda sem índice

A ausência de índice não significa que a notícia seja falsa ou verdadeira.

Imagem da reportagem

Portaria prevê expansão gradual das matrículas, conforme as condições de cada escola

A secretaria municipal de Educação de Pelotas instituiu oficialmente, na quinta-feira (29), a Política Municipal de Educação em Tempo Integral, que orienta a transição do ensino parcial para a jornada integral na Rede Municipal de Ensino.

A portaria estabelece que a jornada em tempo integral deverá ter, no mínimo, sete horas diárias ou 35 horas semanais, durante todo o período letivo. Outra diretriz prevê a eliminação da divisão entre turno e contraturno dentro da mesma instituição.

A condução da política ficará sob a responsabilidade da SME, por meio de uma instância técnica permanente.

Leia Mais

Pelotas vai desapropriar imóvel de R$ 3,2 milhões para ampliar jornada escolar; entenda

Quando acontecerá a ampliação

A ampliação ocorrerá de forma gradual, por meio do chamado Plano Municipal de Expansão de Matrículas de Tempo Integral. A medida depende de diagnóstico de cada comunidade escolar e da garantia prévia de condições pedagógicas e financeiras para a mudança.

Segundo a secretária de Educação, Vitória Feldens, a meta é adaptar toda a rede para o tempo integral.

— A gente sabe que a nossa infraestrutura ficou defasada por muito tempo, então a gente está correndo atrás da máquina. Nem todas as escolas a gente vai conseguir adaptar para o formato que a deseja, então muitas adequações de prédios vão ser necessárias — explica.

A secretária esclarece que a nova Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Darcy Ribeiro, no bairro Areal, por exemplo, será inaugurada com formato em tempo integral.

A EMEF Jeremias Fróes, que tem nova sede prevista para 2028, também passará a atuar em turno integral a partir da adaptação. O objetivo é que muitas transições aconteçam a partir de renovações estruturais.

Das 61 escolas de Ensino Fundamental da rede municipal, apenas a Emef Professora Maria Helena Vargas da Silveira, no Sítio Floresta, oferece turno integral para todas as turmas. Outras quatro instituições têm a modalidade em parte das turmas.

— É um movimento de expansão, para a gente conseguir ir ao longo do tempo atingindo as metas do plano municipal de educação — afirma.

As escolas também deverão adequar seus Projetos Político-Pedagógicos (PPPs) e regimentos internos às novas diretrizes.

A secretaria municipal de Educação deverá publicar atos complementares para regulamentar aspectos operacionais da política, como é o caso das jornadas dos profissionais.

Recursos do governo federal

As adaptações poderão contar com recursos do governo federal. Uma nova política determina que 4% da verba repassada aos municípios brasileiros por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) sejam investidos obrigatoriamente na expansão e na manutenção da educação em tempo integral.

Em Pelotas, segundo a secretária, o valor destinado a essas adaptações é de aproximadamente R$ 11 milhões.

Publicado originalmente por GZH · Pelotas. Ler na fonte original ↗

Publicidade paga