O que será da marca Vier após falência da ervateira de 80 anos: "Continuar na cuia do gaúcho" | GZH
06/11/2025 10:41 · Santa Rosa/RS
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Marca está arrendada por 30 anos para outra indústria, que tem fábricas pelo RS e no Paraná
Apesar da falência decretada pela fabricante de Santa Rosa, a erva-mate Vier continuará sendo encontrada pelo consumidor nas prateleiras dos supermercados. Isso porque o arrendamento da marca à Rei Verde, de Erechim, é por 30 anos e começou recentemente, em 2024.
— O importante é que a Vier, com mais de 80 anos de história, continue na cuia dos gaúchos — enfatiza o sócio-diretor da Rei Verde, Alfeu Strapasson, que atendeu a coluna de São Paulo, onde estava vendendo erva-mate.
O arrendamento não inclui a fábrica, apenas a marca. O objetivo é aumentar o mercado da Rei Verde na região metropolitana de Porto Alegre, onde a Vier é mais conhecida. Strapasson citou que há uma crise no setor, com excesso de oferta de erva-mate. Na sentença de falência, porém, o apontado pela Vier foi falta de matéria-prima como uma das causas das dificuldades financeiras.
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Administrador judicial da falência, André Estevez diz que o arrendamento da marca Vier prevê repasse mensal de 3% da receita da venda da erva-mate pela Rei Verde. Dinheiro que será usado para pagar credores, junto com o que for levantado com a venda do patrimônio da massa falida.
A Vier foi fundada em 1944 por Jacob Vier. No início, a erva-mate era comercializada em sacos de estopa. A primeira marca foi a Ninfa. O crescimento da indústria foi na década de 1970, sob a gestão de Oscar Büttenbender, genro do fundador.
Outro arrendamento
Além da Vier, a Rei Verde também arrendou, para envasar e distribuir a marca Flor Verde, de 73 anos, voltada para ao público da Fronteira Oeste e do Uruguai. A marca Rei Verde em si é mais forte mesmo no interior gaúcho. Além da sede em Erechim, a empresa tem unidades em Ilópolis (RS), Arvorezinha (RS) e São Mateus do Sul (PR). A ervateira exporta para Uruguai, Argentina, Paraguai, Chile e países da Europa.
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Com Isadora Terra ([email protected]) e Diogo Duarte ([email protected])
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