Blindagem de credores e redução de riscos: entenda o que acontece com a Cotribá a partir da liquidação | Passo Fundo
01/11/2026 23:20 · Passo Fundo/RS
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Medida prevê a organização das contas e do patrimônio, com negociações e manutenção das atividades
A liquidação extrajudicial continuada aprovada em assembleia da Cotribá na terça-feira (20) abre um novo capítulo no caminho da cooperativa para escapar do fechamento. A decisão unânime entre os 375 associados da entidade.
Na prática, a medida prevê a organização das contas e do patrimônio, com negociações e manutenção das atividades. Trata-se de um processo de reestruturação, mantendo a operação, inclusive o recebimento e a venda dos grãos dos produtores.
Mais antiga cooperativa em atividade no Brasil, a Cotribá entrou com dois pedidos de recuperação judicial em 2025, apontando endividamento que supera a marca de R$ 1 bilhão. A cooperativa apontou atrasos no pagamento a produtores rurais, funcionários e fornecedores, além do inadimplemento de obrigações financeiras.
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Como a medida é extrajudicial, tem validade imediata e não depende da aprovação de juiz. Esse era um ponto que gerava dúvida entre os credores e foi esclarecido. Enquanto isso, a cobrança e o pagamento das dívidas não estão suspensos.
A partir de agora, a Cotribá precisa seguir o plano de liquidação. Se a cooperativa seguir as regras desse acordo, a operação segue normalmente até a liquidação final do negócio.
Para conduzir o processo, os associados escolheram Sérgio Strentzke como liquidante, que até então ocupava a presidência da cooperativa. Ele terá a responsabilidade de elaborar um plano de liquidação, com prazos e formas de pagamento das dívidas com credores, incluindo débitos fiscais, trabalhistas e valores devidos aos produtores rurais.
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— O que muda agora é que teremos uma blindagem para a Cotribá em cima da ação dos seus credores e uma tranquilidade maior para o nosso associado entregar sua produção (para a cooperativa), com uma redução grande de riscos, arestos e bloqueios que frequentemente estão acontecendo com a Cotribá — disse Strentzke.
— Assim que a ata da assembleia for publicada no Diário Oficial da União, vai melhorar o serviço prestado pela Cotribá e também em relação ao seu associado — completou.
Agora, o desafio é equacionar a dívida de mais de R$ 1,4 bilhão e dar uma resposta aos credores que aguardam uma solução. Questionada pela colunista Giane Guerra, a Associação dos Produtores e Empresários Rurais disse que vai ajuizar uma ação de exibição de documentos para ter mais clareza do que foi apresentado.
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