Justiça torna réu por vicaricídio e homicídio qualificado acusado de matar pai e irmão da ex-companheira no Sul do Estado | Zona Sul
02/11/2026 00:20 · Pelotas/RS
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Fábio Bierhals Tavares, 29 anos, está no Presídio Estadual de Camaquã; crime aconteceu em 9 de outubro
A Justiça aceitou, nesta terça-feira (20), a denúncia contra Fábio Bierhals Tavares, de 29 anos. Segundo o Ministério Público, ele é suspeito de assassinar o ex-sogro — Arnildo Schmegel Klumb, 56 anos — e o ex-cunhado — Davi Artur Klug Klumb, 17, em Chuvisca, no Sul do Estado. A decisão é do juiz de Direito Pietro de Brida Migliavacca, da Vara Criminal local.
Tavares, que agora passa a ser réu, responde por vicaricídio pela morte do ex-sogro e por homicídio qualificado pela morte do ex-cunhado. Nesse caso, a denúncia aponta motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Os dois crimes são de competência do Tribunal do Júri, mas ainda não há decisão de levar o acusado ao julgamento pelos jurados. Primeiro, serão ouvidas testemunhas, analisadas as provas e realizado o interrogatório do réu. Depois, o juiz decidirá se há elementos suficientes para encaminhá-lo ao júri.
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A denúncia
A denúncia apresentada pelo MP nesta terça-feira foi assinada pelo promotor de Justiça Lucas Codeceira.
— Os crimes praticados pelo acusado são de uma brutalidade inconcebível. Ele rendeu o ex-sogro e o ex-cunhado e efetuou disparos contra ambos, com o propósito de causar sofrimento à ex-companheira. O denunciado dizimou uma família por acreditar ser "dono" de sua ex-companheira — disse o promotor.
Tavares está no Presídio Estadual de Camaquã desde a data do crime – 9 de outubro. O inquérito policial, conduzido pela delegada Geórgia Malafaia, foi concluído na segunda-feira (19).
Zero Hora busca contato com a defesa de Fábio Bierhals Tavares. O espaço segue aberto para manifestação.
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Apoio à família
Menos de uma semana após os fatos, familiares das vítimas receberam acolhimento e orientações do MP, que acompanha o caso desde os primeiros desdobramentos da investigação. O atendimento ocorreu na Promotoria de Justiça de Camaquã e incluiu escuta qualificada, informações sobre direitos, acompanhamento processual e encaminhamentos para apoio psicológico.
Relembre o caso
O crime aconteceu na madrugada do dia 9 de outubro em Chuvisca, município com cerca de 4,5 mil habitantes no sul do Estado. Arnildo Schmegel Klumb, 56 anos, e o filho, Davi Artur Klug Klumb, 17, foram assassinados a tiros na propriedade rural da família, na localidade de São Brás, a cerca de 10 quilômetros do centro da cidade.
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O próprio suspeito ligou para o 190 e relatou ter cometido os crimes. Ele foi preso em flagrante na mesma localidade. A prisão foi posteriormente convertida em preventiva.
De acordo com a investigação, o preso chegou a indicar o local onde havia deixado a arma de fogo usada no crime.
Tavares teve um relacionamento de cerca de seis anos com Kelly — filha e irmã das vítimas — e não aceitava o término, ocorrido cerca de um mês antes dos assassinatos.
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Vicaricídio
O vicaricídio foi tipificado como crime em abril deste ano. A legislação prevê punição para quem mata descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob a guarda ou responsabilidade direta de uma mulher com a finalidade específica de provocar sofrimento, puni-la ou exercer controle sobre ela, no contexto de violência doméstica e familiar. A pena prevista é de 20 a 40 anos de reclusão, e o crime integra o rol dos crimes hediondos.
Publicado originalmente por GZH · Pelotas. Ler na fonte original ↗