Teclando - 21/10/2026 - O Nacional
01/11/2026 22:02 · Passo Fundo/RS
Jornal ainda sem índice
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Tecnologia, história e veracidade
Tecnologia, história e veracidade
Enquanto a tecnologia galopa, o discernimento de alguns apenas engatinha. A tecnologia é fruto da ciência, cuja evolução é retratada pela história.
Em período de campanha eleitoral, as modernidades tecnológicas tornam-se perigosas nas mãos de mentes doentias. Algumas inovações, ainda incipientes, tornam-se pouco ou nada confiáveis. Isso porque a agilidade de agora exige a cautela adquirida pelo conhecimento histórico.
Na guerra eleitoreira, a tecnologia pode ser uma arma empunhada pela ignorância. Não basta à verdade ser verdadeira; tem que ter veracidade. Nem sempre o que está num grupo de zap é a verdade com veracidade. Ainda vigora a velha distinção entre o falso e o verdadeiro.
Para tal, sequer necessitamos das checagens de IA. Basta um pouco de conhecimento e muita lógica. O conhecimento histórico permite traçar uma linha do tempo. E, em paralelo, o raciocínio pode dar um veredicto. Além do livro de história, um manual de sociologia também pode auxiliar.
A metodologia é simples: basta observar o comportamento dos grupos. Já que a disputa é democrática, os envolvidos não podem transgredir as normas de conduta. Observe, nas manifestações, o comportamento no trânsito, escute as palavras e, especialmente, fique de olho em gestos prepotentes.
Pronto! Logo teremos o perfil dos integrantes de cada grupo. A princípio, aqueles que respeitam o próximo são mais sociáveis. Já os prepotentes não se alinham com a veracidade. Se hoje falam em passar por cima das leis, amanhã podem rasgar a Constituição.
Veracidade é aquilo que a história comprova. Em 1961, o Rio Grande do Sul se mobilizou em defesa da legalidade. A lição permanece atual: respeitar a Constituição e as leis.
Portanto, ainda estamos em vigília pela legalidade.
Soberania I
A expressão “soberania” tem um significado que transborda dos livros de Direito Constitucional e Direito Internacional Público. Minha analogia campeira da soberania começa em casa. A cerca com o vizinho delimita direitos, obrigações e traça um limite. Como diriam há alguns anos, “ado, ado, cada qual no seu quadrado”. Ou seja, em cada espaço há um dono, uma família, gato, cachorro, e ali vivem ao seu modo de viver. Simples assim.
Na esfera internacional, os princípios são os mesmos! Num país, tal qual numa casa, vivemos sob o mesmo teto. No Brasil, a casa é enorme e abriga muitos sotaques. Somos uma família gigante. A cerca é representada pelas nossas fronteiras. Esse limite, dentro da maior civilidade, exige muito respeito.
Soberania II
Se em casa temos nossas rixas familiares, resolvemos tudo ao nosso modo. Discutimos, brigamos e até choramos. Mas nos reconciliamos e mantemos a unidade familiar. E vizinho, próximo ou distante, nunca é bem-vindo para dar pitacos no nosso cocho. Muito menos para interferir!
Vale o mesmo no mapa-múndi. Estudamos isso nas aulinhas de Geografia, lá no ensino básico, que era o primário. Ali, conhecemos as separações dos municípios, estados e países. Então, é inaceitável que a idiotice peça algum tipo de ingerência externa em nosso país. Vou além, pois entendo que gestos assim têm conotação criminosa. Atentam contra a própria Pátria. Maus filhos, péssimos cidadãos.
Fora-da-lei
Antigamente, havia nos canteiros as icônicas plaquinhas com os dizeres: “Não pise na grama”. Agora, não duvido que, além de pisar, ainda pastem a grama. Canteiros não são obstáculos para motos, bicicletas e as novidades elétricas. No mínimo, isso é falta de respeito.
O desrespeito às normas é o desempenho prático da ilegalidade. Veículos andam pela cidade com sistema de som em altíssimo volume. Acho que suportam os decibéis, pois, certamente, estão surdos. Andam por aí com ares de prepotência e até com bandeiras de outros países. Seria por submissão ou apenas simples idiotice? Cantam pneus com os carros, empinam motocicletas. Parece que essa turma quer mesmo a ilegalidade. Será que desejam rasgar a Constituição?
Pirelli é mais pneu
Entre credos e crendices, respeito todas as vertentes religiosas. Inclua-se nisso a devoção a Nossa Senhora Aparecida. Porém, como a turma anda um tanto confusa, há o risco de trocarem as imagens dos santuários por um pneu. Pirelli, é claro.
Pastelaria
Matando dois coelhos numa cajadada só, o amigo Carlos Dornelles sugeriu uma solução para o abandono da Chaminé da Brahma e o fedor da pastelaria aqui embaixo. Simples, uma tubulação subterrânea de uns 50 metros para levar odor de frituras e similares até a enorme chaminé. Baita ideia, Dornelles. Abração.
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Publicado originalmente por O Nacional. Ler na fonte original ↗