Ministério Público investiga esquema de fraudes em home care em Passo Fundo e Erechim | Passo Fundo
02/11/2026 01:20 · Passo Fundo/RS
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A Justiça determinou o bloqueio de R$ 11,3 milhões em bens dos investigados
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) cumpriu um mandado de busca e apreensão em Passo Fundo e outro em Erechim, na manhã desta terça-feira (20), durante a Operação Home Cash. Outros seis foram realizados em Itapema, Santa Catarina.
A operação investiga um desvio de verbas do serviço de saúde domiciliar custeados pelo Estado e pelo IPE Saúde, no Norte gaúcho. A ação mobilizou 50 agentes.
Em Passo Fundo, um homem e uma mulher são investigados, além da empresa do casal. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência dos suspeitos, localizada no bairro Leão XIII. Ao todo, a ofensiva atingiu 18 alvos dos três municípios.
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Além das medidas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 11,3 milhões em bens e valores dos envolvidos, além do sequestro de veículos e imóveis dos investigados.
A operação é coordenada pelo promotor de Justiça Diego Pessi, do 7º Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) - Planalto, e contou com a integração do Núcleo de Inteligência da instituição (NIMP) e da Brigada Militar (BM).
Orçamentos superfaturados
A investigação começou após a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) encaminhar uma notícia-crime ao MPRS. Conforme o documento, os investigados apresentavam laudos médicos e orçamentos superfaturados em processos judiciais para cobrar por serviços em quantidade maior do que a prestada efetivamente.
O Ministério Público também analisa movimentações financeiras entre empresas e pessoas ligadas ao esquema, além de bens registrados em nome de laranjas.
Desdobramento de operações anteriores
A Operação Home Cash consolida uma sequência de ofensivas do MPRS contra fraudes em atendimentos domiciliares na região.
No dia 4 de dezembro de 2024, o MPRS cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em Passo Fundo contra empresas, escritórios de advocacia e residências. A operação, chamada de Gollum I, bloqueou contas bancárias a partir de informações da PGE para apurar o uso irregular de verbas públicas de home care.
Já em 2026, no dia 18 de março, durante a segunda fase da operação, os agentes cumpriram 12 mandados de busca e apreensão em Passo Fundo, Canoas, Esteio e Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A Justiça bloqueou cerca de R$ 12 milhões na época e rastreou ativos desviados dos contratos de saúde.
Publicado originalmente por GZH · Passo Fundo. Ler na fonte original ↗